Ontem, dia 2 de agosto, a morte do rei do baião, Luiz Gonzaga, completou exatos 20 anos. Numa matéria do Jornal da Paraíba, uma "enquete" ouviu seis intelectuais da cultura (???), para confirmar qual a canção do velho Lua é mais lembrada. Conforme o resultado, a partir da opinião dos sabe-tudo culturais, a música mais lembrada seria "Assum Preto".
Asa Branca, parceria de Gonzagão e Humberto Teixeira, autêntico hino do Nordeste, nem figurou entre as mais citadas pelo sexteto. Pudera. Esses intelectualóides que aplaudem o Rei do Baião pouco ou mesmo nada têm a ver com ele e aquilo que representou e representa para a nossa cultura. Luiz Gonzaga era o homem do povo emocionando a todas as classes, cantando a alma do nordestino, a simplicidade do sertanejo, a verdadeira força da nossa cultura.
Enquanto isso, a trempe intelectual que conhecemos escreve e compõe titica de galinha, numa produção ininteligível, acima dos pobres mortais não iniciados nas quase impenetráveis subjetividades da “elite” cultural, onde, para se entender uma simples poesia (poesia?), é preciso fazer doutorado em pós-modernismo. Para mim, isso também é lixo cultural. E lixo não reciclável – porque é merda que nem serve para adubo.
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Em tempo: José Nêumanne Pinto explicou suas escolhas:
“Não vou mandar uma lista das cinco mais importantes, mais relevantes e tal, mas as que me emocionam até hoje quando ouço”, e complementa: “Asa branca é a única concessão à canção seminal. Não por ser seminal, mas por ser absurdamente linda”.
Asa Branca, parceria de Gonzagão e Humberto Teixeira, autêntico hino do Nordeste, nem figurou entre as mais citadas pelo sexteto. Pudera. Esses intelectualóides que aplaudem o Rei do Baião pouco ou mesmo nada têm a ver com ele e aquilo que representou e representa para a nossa cultura. Luiz Gonzaga era o homem do povo emocionando a todas as classes, cantando a alma do nordestino, a simplicidade do sertanejo, a verdadeira força da nossa cultura.
Enquanto isso, a trempe intelectual que conhecemos escreve e compõe titica de galinha, numa produção ininteligível, acima dos pobres mortais não iniciados nas quase impenetráveis subjetividades da “elite” cultural, onde, para se entender uma simples poesia (poesia?), é preciso fazer doutorado em pós-modernismo. Para mim, isso também é lixo cultural. E lixo não reciclável – porque é merda que nem serve para adubo.
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Em tempo: José Nêumanne Pinto explicou suas escolhas:
“Não vou mandar uma lista das cinco mais importantes, mais relevantes e tal, mas as que me emocionam até hoje quando ouço”, e complementa: “Asa branca é a única concessão à canção seminal. Não por ser seminal, mas por ser absurdamente linda”.
Ah, tá! Mas eu não entendi nada!
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